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Securitizadora: entenda o que é e o que faz

As securitizadoras têm se tornado cada vez mais presentes no mercado financeiro, mas muitas pessoas ainda não entendem exatamente o que é e o que faz uma securitizadora.

Neste artigo, vamos explicar o que é uma securitizadora, como ela funciona e qual é o seu papel no mercado financeiro.

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O que é uma securitizadora?

Uma securitizadora é uma empresa que tem como principal atividade a compra de direitos creditórios de terceiros e sua posterior transformação em títulos de crédito.

Em outras palavras, a securitizadora compra os recebíveis de uma empresa, como por exemplo, faturas de cartão de crédito, e os transforma em títulos negociáveis no mercado financeiro.

Esses títulos, chamados de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), entre outros, são emitidos pela securitizadora e vendidos para investidores.

Dessa forma, a empresa que vendeu os recebíveis consegue antecipar o recebimento desses valores, enquanto a securitizadora ganha com a diferença entre a taxa de juros que ela paga aos investidores e a taxa de juros que ela recebe ao comprar os recebíveis.

Leia este post e saiba como fazer a antecipação de recebíveis do cartão de crédito.

Como funciona uma securitizadora?

A securitizadora funciona de maneira bastante simples. Ela compra os recebíveis de uma empresa por um valor à vista e em seguida emite títulos lastreados nesses recebíveis, que são vendidos para investidores no mercado financeiro.

A empresa que vendeu os recebíveis recebe o valor à vista, enquanto a securitizadora se torna responsável pelo pagamento dos títulos emitidos aos investidores.

A partir daí, ela passa a receber os valores dos recebíveis que comprou, e utiliza esses recursos para pagar os investidores dos títulos.

Veja também os requisitos jurídicos e regulatórios para abrir uma securitizadora.

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Qual é o papel da securitizadora no mercado financeiro?

Ela tem um papel importante no mercado financeiro, pois ajuda a democratizar o acesso ao crédito.

Isso acontece porque a empresa que vende os recebíveis consegue antecipar o recebimento desses valores, o que permite que ela tenha mais recursos disponíveis para investir em seu negócio.

Além disso, a securitizadora também contribui para a diversificação de investimentos dos investidores. Ao comprar títulos emitidos por ela, o investidor está investindo em uma carteira diversificada de recebíveis, o que reduz o risco de crédito em relação a investimentos em uma única empresa.

Quais são os tipos de títulos emitidos pelas securitizadoras?

Existem diferentes tipos de títulos emitidos pelas securitizadoras, cada um com características específicas.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos lastreados em recebíveis de empresas do setor agrícola, como produtores rurais, cooperativas agrícolas, entre outros.

O CRA tem como objetivo financiar a produção agrícola, oferecendo recursos para que essas empresas possam investir em suas atividades.

Já os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são títulos lastreados em recebíveis imobiliários, como aluguéis, vendas de imóveis, entre outros.

O CRI tem como objetivo financiar o setor imobiliário, oferecendo recursos para que as empresas possam investir em projetos de construção, compra e venda de imóveis, entre outros.

Outro tipo de título emitido pelas securitizadoras são os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que são fundos de investimento compostos por carteiras de direitos creditórios.

Os FIDCs podem ser compostos por diferentes tipos de recebíveis, como por exemplo, recebíveis de cartões de crédito, empréstimos consignados, entre outros.

Quais são as vantagens e desvantagens de investir em títulos emitidos por securitizadoras?

Investir em títulos emitidos por securitizadoras pode ter vantagens e desvantagens, que devem ser avaliadas pelo investidor antes de tomar uma decisão.

Entre as vantagens, podemos citar a diversificação da carteira de investimentos, a possibilidade de obter uma rentabilidade maior do que outras aplicações de renda fixa e a possibilidade de investir em setores específicos da economia, como o agronegócio e o setor imobiliário.

Por outro lado, as desvantagens podem incluir o risco de crédito da empresa que vendeu os recebíveis, a possibilidade de variações na rentabilidade dos títulos e a falta de liquidez em determinadas situações.

É importante que o investidor avalie esses fatores antes de investir em títulos emitidos por securitizadoras, e que busque informações e orientações de profissionais especializados no mercado financeiro.

Quais são as principais securitizadoras atuantes no mercado brasileiro?

No Brasil, existem diversas securitizadoras atuantes no mercado financeiro, cada uma com suas particularidades e especializações.

Entre as principais securitizadoras do país, podemos citar a XP Securitizadora, que é controlada pela XP Investimentos e atua na emissão de títulos de dívida, como os CRIs e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

Outra securitizadora relevante é a RB Capital, que atua na emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), além de FIDCs e outros produtos financeiros.

A Gaia Securitizadora é outra empresa que se destaca no mercado brasileiro, atuando na emissão de CRIs, CRAs e FIDCs, com foco no financiamento do setor imobiliário e do agronegócio.

Saiba também o que é a tokenização de ativos.

Desafios enfrentados pelas securitizadoras

As securitizadoras enfrentam diversos desafios em sua operação, que podem afetar a sua capacidade de obter financiamentos e emitir títulos no mercado financeiro. Dentre os principais desafios, destacam-se:

  • Regulamentação: é regulamentada por diversas normas e leis, o que pode tornar a operação complexa e burocrática. Além disso, as securitizadoras precisam cumprir requisitos específicos para emitir títulos no mercado, o que pode dificultar o acesso a investidores.
  • Riscos: a securitização envolve a transferência de riscos dos ativos financeiros para os investidores, o que pode ser um desafio em momentos de crise econômica. Também é preciso avaliar os riscos envolvidos nos ativos financeiros antes de transformá-los em títulos, para evitar problemas futuros.
  • Concorrência: competem com outras instituições financeiras que oferecem produtos similares, como bancos e fundos de investimento. Por isso, é importante oferecer títulos atrativos e com uma boa avaliação de riscos para atrair investidores.
  • Custos operacionais: envolve custos operacionais elevados, como a avaliação de riscos dos ativos financeiros, a estruturação dos títulos e a divulgação das informações aos investidores. Isso pode afetar a rentabilidade das securitizadoras e dificultar a obtenção de financiamentos.
  • Transparência: a securitização envolve a divulgação de informações sobre os ativos financeiros aos investidores, o que exige transparência e gestão responsável por parte das securitizadoras. A falta de transparência pode afetar a credibilidade da operação e a confiança dos investidores.

Considerações finais

As securitizadoras desempenham um papel importante no mercado financeiro, contribuindo para a democratização do acesso ao crédito e a diversificação dos investimentos.

Com a possibilidade de transformar recebíveis em títulos negociáveis, as securitizadoras oferecem recursos para as empresas investirem em suas atividades e oportunidades para os investidores diversificarem suas carteiras de investimentos.

Além disso, é fundamental que as securitizadoras tenham uma gestão responsável e transparente, com práticas sólidas de governança corporativa e avaliação rigorosa dos riscos envolvidos nas operações. Dessa forma, é possível garantir a segurança dos investidores e a sustentabilidade do mercado de securitização como um todo.

Por fim, é importante ressaltar que o mercado de securitização está em constante evolução e adaptação às necessidades do mercado e dos investidores. Por isso, é importante estar sempre atualizado sobre as novidades e tendências desse mercado para tomar as melhores decisões de investimento.

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