A evolução e desconstrução da bancarizaçãoO acesso popular aos bancos começou a ser objetivo no século passado e trouxe uma expansão de serviços para todos. Houve quem pudesse parcelar o carro, a geladeira, e o crescimento dessas possibilidades também aumentou o lucro dessas instituições.

Em uma época sem assistentes virtuais financeiros, como, por exemplo, a Gra, pouco se podia  inovar na área financeira. A ampliação da base de clientes, porém, foi uma das grandes conquistas dos bancos tradicionais. 

Bancarização é, em resumo, um termo usado para  o acesso de classes sociais distintas a serviços bancários, como abertura de contas, cartões de crédito e parcelamentos, na intenção de aumentar a base de clientes e obter mais   ganhos nas transações.

Entre os anos 60 e 90 a economia era dividida mundialmente entre quantias distribuídas para as classes mais baixas e mais altas. Isso trazia uma distinção enorme entre as instituições financeiras. A bancarização, no entanto, tinha como objetivo não diferenciar o consumidor final.

A partir de 1997, com diversas discussões sobre o assunto, o Banco Central (Bacen) iniciou os estudos para a implementação do movimento na tentativa de impactar o máximo de pessoas que precisam ser inseridas em ações bancárias básicas.

Dentre as medidas de bancarização brasileira estavam:

Cinco anos depois, em 2002, o Brasil já não possuía nenhum município sem serviços financeiros. No ano seguinte,  era possível contratar conta-corrente e poupança em todo o país.

Em 2008, diversas medidas mudaram a realidade do país devido a  necessidade de criar contas para pessoas que não conseguiam pagar taxas, mas precisavam de serviços essenciais, como receber salário e efetuar saques.

Atualmente, se você for  a um caixa eletrônico consegue visualizar algumas dessas medidas,  como o direito a quatro saques mensais gratuitos para qualquer cliente. Essa é uma medida importante para a evolução da bancarização brasileira.

Inovações financeiras, fintechs e a evolução da bancarização

Apesar das medidas aplicadas ao longo das últimas décadas e da marca de 15,5 milhões de contas simplificadas no país alcançadaem 2009, notava-se ainda um avanço lento e que deixava de atingir  8% da população  à época.

Em 2010, o setor financeiro sofreu sua segunda revolução e as primeiras fintechs e startups voltadas para o mercado começaram a chegar no Brasil, trazendo a possibilidade de inovação, escolhas e a descentralização do setor.

Durante os dez anos seguintes, centenas de empresas entraram no mercado brasileiro para atender as mais diversas demandas do consumidor com novas opções de crédito, adiantamento de recebíveis e pagamentos.

Um dos maiores marcos da entrada das fintechs no país foi a criação dos bancos digitais e a popularização das máquinas de cartão de crédito. Com taxas menores e experiências melhores, o boom dos bancos  em formato de apps foi significativo.

Desbancarização e o valor da experiência do usuário

É de se esperar que o termo desbancarização seja levado para sentido antagônico literal e fale sobre a exclusão bancária de todas as pessoas que entraram no setor nas últimas décadas, mas ele não é utilizado dessa maneira.

Desde 2015, ele fala sobre a troca de serviços dos bancos tradicionais, a utilização de produtos de fintechs e novas instituições do mercado. 

Na prática, demonstra a insatisfação da população com os serviços tradicionais e com a experiência que o usuário tem, tanto no meio físico quanto no digital. 

Enquanto o cliente ficava horas para acessar um aplicativo, enfrentava filas em bancos e longos atendimentos,  algumas empresas passaram a fornecer os mesmos serviços de maneira mais prática, simples e ágil.

O engessamento de alguns bancos e a busca por serviços de qualidade criou inúmeras empresas focadas em necessidades para grupos específicos, atingindo, principalmente, jovens adultos. 

 De acordo com um estudo produzido pelo Instituto Locomotiva, 42% dos brasileiros possui  contas digitais, o que  possibilitou a bancarização de  pessoas entre 18 e 29 anos, que estão entrando para o mercado de trabalho e para a economia ativa do país.

A chegada do Pix e  sua adesão significativa

No mesmo ritmo da tecnologia, o avanço financeiro sofreu uma terceira grande onda de mudanças com o modelo de transferências gratuito do Banco Central, o Pix, que teve uma aderência por parte do público como jamais vista.

Desde 2019, o avanço na inserção da população ao sistema bancário tem sido sem precedentes. Apesar da pandemia, milhões de pessoas passaram a ter contas em bancos com o Auxílio Emergencial e a fazer movimentações frequentes com o Pix.

Estima-se que o auxílio emergencial levou 10 milhões de pessoas para o grupo de bancarizados e o Pix é o sistema de pagamentos instantâneos com mais rápida adesão do mundo, transformando o Brasil em referência no assunto.

Entretanto, mesmo olhando para a evolução do setor, estima-se ainda que 36 milhões de brasileiros não tenham acesso aos bancos tradicionais e fintechs.

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