IGPM 2024: qual o impacto?

O Índice Geral de Preços do Mercado, popularmente conhecido por sua sigla IGP-M, é um dos indicadores econômicos mais importantes do Brasil.

Ele é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) e desempenha um papel fundamental na economia do país.

Neste artigo, exploraremos os resultados do IGP-M para o ano de 2024, seu impacto em diversos setores e sua relevância no cenário econômico brasileiro.

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Calendário de divulgação 2024

Antes de mergulharmos nos números, é importante conhecer o calendário de divulgação do IGP-M para o ano de 2024. Isso ajuda os agentes econômicos a se prepararem para as possíveis variações nos preços e tomarem decisões informadas. O calendário inicial para 2024 é o seguinte:

    – Janeiro: 30/01/2024
    – Fevereiro: 27/02/2023
    – Março: 29/03/2024
    – Abril: 29/04/2024

É importante mencionar que o calendário completo será divulgado em breve, o que permitirá uma melhor programação para empresas e consumidores.

Variação mensal do IGP-M

Uma das informações mais aguardadas é a variação mensal do IGP-M. Em janeiro de 2024, o índice registrou uma variação de 0,07%, o que representa uma redução significativa em relação ao mês anterior, quando apresentou uma alta de 0,74%.

Esse resultado indica uma desaceleração dos preços em diversos setores da economia.

Nesta edição, o Índice de Preços ao Produtor mostra um arrefecimento dos preços das Matérias-Primas Brutas, passando de 3,06% para 0,49%.

Isso é um indicativo importante, pois se essa tendência se mantiver nas próximas apurações, podemos antecipar a desaceleração dos preços de alimentos industrializados, cujos preços, neste momento, sinalizam aceleração, passando de 0,92% para 1,19%.

No âmbito do consumidor, a inflação ainda está concentrada em alguns grupos específicos, como Alimentação (que subiu de 0,55% para 1,62%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,65% para 2,11%).

No primeiro grupo, os preços dos alimentos in natura subiram, refletindo problemas de oferta típicos da estação. No segundo, destaca-se o aumento dos Cursos Formais, que passaram de 0,00% para 4,78%. Por fim, a taxa de variação do INCC permaneceu estável, passando de 0,26% para 0,23%.

O papel do IGP-M na economia

Agora que já analisamos os números, é fundamental entender o papel do IGP-M na economia brasileira. O indicador foi concebido no final dos anos 1940 para ser uma medida abrangente do movimento de preços, englobando não apenas diferentes atividades, mas também etapas distintas do processo produtivo.

O IGP é um indicador mensal do nível de atividade econômica do país, englobando seus principais setores.

Existem três versões do IGP com coleta de preços encadeada: o IGP-10 (com base nos preços apurados dos dias 11 do mês anterior ao dia 10 do mês da coleta), o IGP-DI (de 1 a 30) e o mais popular deles, o Índice Geral de Preços do Mercado, ou simplesmente IGP-M, que apura informações sobre a variação de preços do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de coleta.

O IGP-M é amplamente utilizado na fórmula paramétrica de reajuste de tarifas públicas, como energia e telefonia, além de ser empregado em contratos de aluguéis e em contratos de prestação de serviços.

Como o IGP-M é calculado?

O cálculo do IGP-M, assim como os outros dois indicadores (IGP-10 e IGP-DI), considera a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil.

O resultado do IGP-M é a média aritmética ponderada da inflação ao produtor (IPA), consumidor (IPC) e construção civil (INCC).

Os índices componentes do IGP-M são:

    – Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA): monitora a variação de preços percebidos por produtores.
    – Índice de Preços ao Consumidor (IPC): acompanha o comportamento dos preços que impactam diretamente o consumidor final.
    – Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): apresenta os custos para a construção civil, considerando a variação de preços de materiais de construção e custo de mão de obra especializada.

A distribuição dos pesos de cada um dos índices componentes é calculada com base nas Contas Nacionais, resultando na seguinte distribuição:

  • 60% para o IPA
  • 30% para o IPC
  • 10% para o INCC

Essa ponderação reflete a importância de cada componente na economia e na formação do índice geral.

Utilização do IGP-M na economia

O IGP-M desempenha um papel crucial em diversos setores da economia brasileira. Ele é um dos índices componentes de fórmulas paramétricas utilizadas por empresas de telefonia e de energia elétrica, respondendo parcialmente pelos reajustes tarifários desses segmentos.

Além disso, o IGP-M é utilizado como o indexador de contratos de empresas prestadoras de serviço de diversas categorias, como educação e planos de saúde.

O setor imobiliário também se beneficia do IGP-M, pois ele é amplamente utilizado para o reajuste de contratos de aluguel. Por seu histórico regular de divulgação desde a década de 1940, o IGP-M também é citado em vários contratos público-privados dos mais variados segmentos.

Alguns de seus componentes, como o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também servem de referência para reajustes de preços.

Impacto do IGP-M em diferentes setores

O impacto do IGP-M varia de acordo com o setor econômico em que é aplicado. Vamos analisar como ele influencia diferentes áreas:

    – Setor imobiliário: o IGP-M é amplamente utilizado para o reajuste de contratos de aluguel. Quando o índice sobe, os locatários podem enfrentar aumentos nos valores de aluguel. Por outro lado, se o IGP-M cai, os reajustes tendem a ser menores. Esse indicador desempenha um papel importante no mercado imobiliário e afeta diretamente a vida de inquilinos e proprietários.
    – Energia e telefonia: o IGP-M é um dos elementos que influenciam os reajustes nas tarifas de energia elétrica e telefonia. Quando o índice aumenta, as tarifas tendem a subir, o que afeta diretamente o custo de vida dos consumidores e o custo operacional das empresas.
    – Prestação de serviços: contratos de prestação de serviços, como os de planos de saúde e educação, frequentemente usam o IGP-M como indexador. Isso significa que os preços desses serviços podem estar sujeitos a variações conforme o comportamento do indicador. Para os consumidores, isso implica a necessidade de orçamento extra quando o IGP-M apresenta altas.
    – Indústria e agricultura: o IGP-M também reflete a variação de preços de matérias-primas utilizadas na produção industrial e agrícola. Quando o índice sobe, os custos de produção aumentam, o que pode impactar a margem de lucro das empresas e eventualmente resultar em preços mais altos para os consumidores.

O IGP-M é um indicador econômico de grande importância para o Brasil, com reflexos em diversos setores da economia. Seus resultados mensais e acumulados em 12 meses fornecem informações valiosas para empresas, consumidores e formuladores de políticas econômicas.

O acompanhamento atento do IGP-M ao longo de 2024 é essencial para compreender o cenário econômico do país e tomar decisões informadas. O comportamento desse indicador ao longo do ano poderá influenciar significativamente a inflação, os custos de vida e as estratégias de negócios de empresas de diversos setores.

A atenção à evolução do IGP-M em 2024 é crucial para todos os envolvidos na economia brasileira.

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