No mundo dos investimentos, a busca por alternativas que aliem rentabilidade atraente a um nível de risco controlado é constante.
Nesse contexto, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) surgem como opções de destaque.
Esses títulos de crédito, apesar de não tão conhecidos pelo grande público, oferecem uma série de vantagens para os investidores. Neste artigo, vamos explorar como funcionam o CRA e o CRI, além de detalhar os benefícios que esses investimentos podem trazer.
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Entendendo o CRA e o CRI
O que são CRA e CRI?
O CRA é um título de renda fixa vinculado ao setor agropecuário. Ele é emitido por securitizadoras, com o propósito de financiar produtores rurais, cooperativas, ou empresas do agronegócio.
Por outro lado, o CRI é também um título de renda fixa, mas voltado ao setor imobiliário. Sua emissão financia projetos imobiliários, como a construção de imóveis ou a aquisição de propriedades.
Ambos são lastreados por recebíveis, ou seja, direitos de crédito decorrentes de vendas a prazo de produtos agrícolas, no caso do CRA, ou de contratos de locação, arrendamento e vendas de imóveis, no caso do CRI.
Isso significa que os investimentos em CRA e CRI são respaldados por ativos reais, o que confere uma camada extra de segurança ao investidor.
Como funcionam?
O processo de emissão de um CRA ou CRI começa com uma empresa do setor correspondente (agronegócio para CRA e imobiliário para CRI) que precisa de financiamento.
Essa empresa vende seus recebíveis para uma securitizadora, que então estrutura o título (CRA ou CRI) e o oferece ao mercado. Investidores que compram esses títulos estão, portanto, financiando indiretamente essas empresas e recebem, em troca, juros sobre o capital investido.
A remuneração desses títulos pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. No caso da remuneração prefixada, a taxa de juros é definida no momento da compra do título e não muda até o vencimento.
Já a remuneração pós-fixada está atrelada a um índice de referência, como o CDI ou a inflação (IPCA), variando conforme esse índice. A remuneração híbrida combina elementos dos dois tipos, oferecendo uma taxa fixa mais a variação de um índice.
Vantagens de investir em CRA e CRI
Isenção fiscal
Uma das principais vantagens de investir em CRA e CRI é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Essa característica faz com que a rentabilidade líquida desses títulos seja potencialmente maior, comparada a outros investimentos de renda fixa que são tributados.
É importante destacar que essa isenção fiscal se aplica somente aos CRAs e CRIs adquiridos no mercado primário ou secundário e mantidos em carteira até o vencimento.
Diversificação de carteira
Outro ponto positivo é a possibilidade de diversificar a carteira de investimentos. Como o CRA e o CRI estão atrelados a setores específicos da economia (agronegócio e imobiliário, respectivamente), eles oferecem uma exposição diferenciada em relação a ativos mais tradicionais.
Diversificar investimentos é uma estratégia fundamental para reduzir riscos e buscar retornos mais consistentes a longo prazo.
Segurança
Apesar de não contarem com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), os CRAs e CRIs são considerados investimentos relativamente seguros.
Isso se deve ao fato de serem lastreados por ativos reais, como mencionado anteriormente. Além disso, muitos desses títulos possuem garantias adicionais, como fianças ou seguros, que aumentam a proteção ao investidor.
Rentabilidade
A rentabilidade dos CRAs e CRIs pode ser bastante atraente, especialmente quando comparada a outras opções de renda fixa. A isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, somada às taxas de juros muitas vezes superiores às oferecidas por produtos mais convencionais, torna esses títulos opções interessantes para quem busca um bom retorno financeiro.
Considerações ao investir em CRA e CRI
Liquidez
Um ponto que merece atenção é a liquidez desses títulos. O CRA e o CRI, especialmente quando adquiridos no mercado primário, podem apresentar liquidez limitada, ou seja, pode ser mais difícil vender esses títulos antes do vencimento.
É importante considerar o prazo de investimento e a possibilidade de manter o dinheiro aplicado até o final do período.
Risco de crédito
Outro fator a ser considerado é o risco de crédito, que é o risco de o emissor do título não conseguir honrar com seus pagamentos. Para mitigar esse risco, é fundamental analisar a classificação de risco (rating) do título antes de investir, dando preferência a emissões com avaliações positivas por agências de rating.
O papel dos CRAs e CRIs na economia
Financiamento do desenvolvimento
Os CRAs e CRIs desempenham um papel crucial no financiamento de dois setores vitais para a economia: o agronegócio e o imobiliário.
Ao investir em CRAs, os investidores estão, indiretamente, fornecendo capital necessário para o crescimento e a sustentabilidade do agronegócio, setor fundamental para a economia de muitos países, incluindo o Brasil.
Da mesma forma, os CRIs apoiam o desenvolvimento urbano e a expansão imobiliária, financiando desde a construção de novos empreendimentos até a revitalização de áreas urbanas.
Esses investimentos têm um impacto significativo não apenas na economia como um todo, mas também na geração de empregos e no desenvolvimento de infraestrutura.
Ao investir em CRAs e CRIs, além do potencial de retorno financeiro, os investidores contribuem para o crescimento econômico e o desenvolvimento social.
Acessibilidade e mercado secundário
Embora a liquidez possa ser uma preocupação, o mercado secundário para CRAs e CRIs vem crescendo, proporcionando aos investidores uma opção para negociar seus títulos antes do vencimento.
Esse desenvolvimento é essencial para aumentar a acessibilidade e atração desses investimentos, permitindo maior flexibilidade e potencialmente aumentando o interesse por parte de investidores individuais e institucionais.
É importante notar que o volume e a frequência das negociações no mercado secundário podem variar significativamente entre diferentes títulos.
Investidores interessados na possibilidade de liquidez antes do vencimento devem considerar esse aspecto ao selecionar CRAs e CRIs para seus portfólios.
Avaliação e seleção de títulos
A seleção cuidadosa de CRAs e CRIs é fundamental para maximizar os benefícios e minimizar os riscos associados a esses investimentos.
Além de considerar a classificação de risco, os investidores devem avaliar a solidez dos ativos subjacentes e a reputação da securitizadora.
A análise detalhada das condições de mercado, perspectivas para os setores agrícola e imobiliário, e a comparação com outras oportunidades de investimento são etapas importantes nesse processo.
Estratégia de investimento
Incluir CRAs e CRIs em uma carteira de investimentos requer uma estratégia bem pensada. Investidores devem considerar sua tolerância ao risco, objetivos financeiros e horizonte de investimento.
Para aqueles com menor tolerância ao risco ou necessidade de liquidez a curto prazo, pode ser prudente limitar a alocação em CRAs e CRIs ou focar em títulos com classificações de risco mais altas e melhor liquidez no mercado secundário.
Por outro lado, investidores com um perfil mais agressivo e um horizonte de investimento de longo prazo podem encontrar em CRAs e CRIs uma oportunidade de diversificar suas carteiras e buscar rentabilidades superiores, aproveitando as vantagens fiscais e a segurança oferecida pelo lastro em ativos reais.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio e Imobiliários representam opções de investimento com características únicas, oferecendo vantagens como isenção fiscal para pessoas físicas, potencial de rentabilidade atraente e contribuição para o desenvolvimento econômico.
Investir em CRAs e CRIs pode ser uma excelente maneira de alcançar objetivos financeiros específicos, desde que os investidores estejam cientes das características, vantagens e riscos associados a esses títulos.
Com a devida diligência e uma abordagem estratégica, esses instrumentos de investimento podem desempenhar um papel valioso na construção de um portfólio robusto e rentável.



