Grafeno Explica: a diferença entre factorings e FIDCsO adiantamento de recebíveis é uma prática cada vez mais comum no Brasil e esse tipo de negócio é feito por factorings e Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs). A Grafeno vai te explicar um pouco desses dois mundos

Apesar da estrutura de um FIDC ser mais elaborada, não significa que ele seja maior que uma factoring. Porém, é mais comum que esses fundos trabalhem com adiantamentos maiores, até para justificar os custos de se manter esse tipo de investimento.

 

O que é um FIDC?

Um fundo é uma estrutura jurídica específica e muito bem estruturada por um arcabouço regulatório  — regulado pela Comissão de Valores Mobiliários, a CVM —, e, apesar da demanda de regras e alicerces, há algumas vantagens em se criar um FIDC.

Ele direciona pelo menos 50% do  patrimônio para investimentos em direitos creditórios e possui uma estrutura específica para esse tipo de negócio. 

É importante dizer que, apesar de regulados pela CVM, os FIDCs foram liberados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa é uma forma de as empresas conseguirem usar o mercado de capitais.

Há  regras claras e rígidas impostas pela CVM para estruturar um FIDC, mas, por outro lado, paga-se menos impostos nas negociações. Temos um artigo para você saber mais sobre a Comissão de Valores Mobiliários.

Dentre os passos que são analisados e devem ser dados em acordo com as regras da comissão estão: estruturar processos, definir um bom atendimento à compliance e, principalmente, demonstrar clareza em todos os procedimentos.

A comprovação de idoneidade de ambas as partes envolvidas nos processos também é essencial na estrutura do fundo e faz parte da linha de transparência que um FIDC precisa ter ao iniciar suas atividades.

 

E como funciona a factoring?

Agora que já sabemos que a CVM está sempre presente na regulamentação de um fundo, podemos entender que a transparência e regulamentação são partes essenciais para a diminuição dos impostos no dia a dia do FIDC.

Mas, por outro lado, a factoring não precisa de nada disso. Ela é uma empresa que  pode ser aberta sem regulamentação da CVM e opera dentro das próprias regras de negócio. Apesar de ter uma certa liberdade, precisa pagar uma carga maior de impostos.

E o que faz o empresário continuar com uma estrutura de factoring se com um FIDC os impostos são bem menores? Em resumo, criar uma estrutura de um fundo demanda custos que, por vezes, não valem a pena para o tamanho das negociações que eles fazem.

Porém, a ordem natural de crescimento de uma factoring é: se ela está fechando acordos e adiantando recebíveis de quantias muito altas, é muito mais interessante que se invista na criação de um FIDC.

Uma factoring pode virar um FIDC?

Sabe a pergunta clássica: quem veio primeiro, a galinha ou o ovo? Aqui poderíamos dizer que seria a factoring, que cresce e se transforma em  FIDC, mas nem sempre isso acontece. Ainda assim, essa analogia faz sentido quando ela consegue ter benefícios em conjunto com grandes negócios.

Uma outra diferença é que a factoring conta com sócios, ou seja, diversas pessoas respondem por ela. A  relação entre sócio e empresa é muito mais complexa do que a simples captação de dinheiro, porque eles respondem por qualquer problema que possa acontecer.

Já um FIDC, como qualquer fundo, é estruturado por cotistas, ou seja, pessoas interessadas em investir dinheiro naquela área, esse distanciamento entre investidores também é um benefício dos fundos.

E quanto tempo  factoring demora para se tornar  um FIDC? A verdade é que a empresa anterior não vai deixar de existir, mas o fundo será construído e passará a trabalhar em conjunto com os antigos negócios.

Esse prazo  é relativo. Na teoria ele deveria durar alguns anos para que o fundo se regularize junto à CVM, tenha toda a estrutura necessária para tal, mas, na prática, pode levar de dois a seis meses para que o FIDC comece a ope

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