Desde 2020, o mercado de crédito vem apresentando uma forte expansão e desenvolvimento. A renda fixa, seguindo a tendência, trouxe respiro para as carteiras de alguns investidores. E no apanhado de 2021 não foi diferente: as operações de crédito aumentaram mais de 16%.

Mas apesar de o ano ter correspondido às expectativas de crescimento, o cenário incerto nacional e mundial fez com que o Banco Central (BC) recuasse na projeção de 2022: a esperada expansão de 9,4% no mercado, tem expectativas de de crescimento de  apenas 8,9%.

Um apanhado sobre o mercado de crédito em 2021

Embora tenha sido um bom ano para factorings e FIDCs, 2021 foi marcado  pelo setor de pessoas físicas, que tiveram um aumento na aprovação e recebimento de crédito no país.

De acordo com o Banco Central, o volume de concessões para as famílias registrou a maior variação anual da série, iniciada em 2011, batendo 22,7%. Já mais humilde, o número de crédito para empresas cresceu 13,4%.

Confira alguns dos números do ano passado:

o saldo das operações de crédito aumentou 16,3%;
o crédito do sistema financeiro como porcentagem do PIB chegou a 53,9%;
empréstimos a famílias bateram 58%.

Agora, falando sobre o mercado de capitais, os fundos de renda fixa tiveram um papel importante na evolução do setor, captando R$ 215 bilhões. A renda fixa simples atingiu R$153 bilhões e a renda fixa de baixo grau de investimento chegou aos R$ 66 bilhões. 

De uma maneira geral, o mercado de capitais nacional atingiu a marca de R$ 596 bilhões em captações. O setor conquistou mais que o dobro de 2020, chegando a mais de R$ 80 bilhões arrecadados em um único ano. 

Como o mercado iniciou 2022

No último Relatório de Inflação publicado pelo BC, o primeiro trimestre deste ano confirmou as expectativas dos especialistas, apresentando um sólido crescimento no mercado de crédito brasileiro. 

E se antes os empréstimos pareciam uma boa opção para as empresas, hoje os descontos presentes nas antecipações de recebíveis crescem mais aos olhos dos empreendedores, mostrando um bom momento para quem adianta esses ativos. 

“Nós viramos o ano com um ritmo de avanço no crédito bastante saudável, de 16%”, disse a  Diretora de Política Econômica  Fernanda Guardado, durante a coletiva do relatório.

De acordo com o Banco Central, a diminuição da projeção se deu por conta da desaceleração da atividade econômica devido ao ciclo de aperto monetário que foi iniciado em 2021, mas que tem previsão para terminar em maio.

Apesar do pequeno recuo na projeção positiva para o mercado, a projeção para o crédito livre continua nos dois dígitos e não teve revisão significativa e passou dos R$ 180 bilhões na concessão de crédito com recursos livres em janeiro deste ano.

 

Novo marco da securitização anima o mercado de crédito brasileiro

Março de 2022 foi um mês importante para as securitizadoras brasileiras devido à assinatura da Medida Provisória que auxilia na  padronização e atualização de regras que regem essas companhias. 

Com o marco, o setor também prevê  juros menores e a entrada de outras áreas de comércio no mercado de capitais, como empresas de educação e de saúde.

Na apresentação das mudanças, o governo apresentou medidas que auxiliarão na diminuição dos riscos ao adquirir ativos financeiros, pois uma das principais ressalvas de entrada no mercado de securitizadoras e FIDCs é apresentar os lastros desses ativos de forma segura. Leia Mais.

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