Os Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs) estão nos holofotes dos investidores em 2022, principalmente para quem tem interesse em entrar no setor de renda fixa. 

Isso porque quem escolhe investir nesse tipo de fundo entra em um setor pouco volátil do direito creditório.  E diante do cenário politicamente incerto devido ao ano eleitoral, quanto mais certo for  o retorno, mais atrativo ficam os FIDCs aos olhos dos investidores.

O panorama fica ainda melhor quando avalia-se a trajetória dos fundos no ano passado,  pois a compra do direito desses ativos entrou como diversificadora de muitas carteiras de investimentos. 

De acordo com a Anbima, entidade do mercado financeiro e capitais, o cenário brasileiro cresceu significativamente em 2021 e o patrimônio total dos FIDCs passou de 55% em outubro.

E em 2022 os números ainda são otimistas com a renda fixa. A captação bimestral do investimento chegou aos R$ 64 bi, superando em R$ 14,2 bi o montante registrado no ano passado.

Alguns outros números também já mostram a boa fase da área esse ano:

Com 38% do orçamento do setor, esse tipo de investimento chegou aos R$ 27,8 bilhões em aporte líquido em fevereiro. 
Os FIDCs tiveram entrada líquida de R$ 221,1 milhões no mês passado. 

O impacto da Selic na renda fixa

A Selic chegou aos dois dígitos e, em março, bateu 11,75% ao ter o nono reajuste consecutivo e essa alta pode proporcionar ganhos acima da inflação e beneficiar investidores. Esse é um dos principais motivos para  diversificar os investimentos com a renda fixa.

É possível que a taxa aumente mais, mas aproveitar o avanço  de dois dígitos no primeiro semestre de 2022 é uma ótima oportunidade para quando a Selic começar a cair.

Isso porque nesse momento já há negociações  fixadas em até 13%, percentual acima da previsão da Selic, de acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. 

Fintechs auxiliam no crescimento dos FIDCs

As soluções financeiras estão cada vez mais em alta aliadas às tecnologias disponibilizadas pelas fintechs no país e os fundos de investimentos têm se beneficiado da evolução do mercado de capitais.

Conhecidos como mini bancos, os FIDCs podem automatizar cobranças e contratar módulos específicos para monitorar o grande número de recebíveis. Fundos privados ainda conseguem investir nas fintechs e ainda continuarem com o modelo tradicional de negócios.

Com a facilidade e agilidade que a tecnologia pode trazer para esses fundos, a procura por oportunidades de crédito tende a crescer com a desburocratização das operações, portanto, a parceria e até a evolução de alguns FIDCs para fintech é muito bem vista.

 

Fundo Raízes cresce 105% com ajuda da plataforma Grafeno

Investir em tecnologia com plataformas ágeis, simples e seguras, que garantam a usabilidade, é um passo importante para que Fundos de Investimentos Creditórios (FIDCs) alcancem o retorno desejado. E que o diga o Fundo Raízes, que fechou o último ano com o incrível crescimento de 105%. 

O diretor financeiro do FIDC Macário Perez avalia que, além da proximidade do fundo com seus clientes, o investimento em aporte tecnológico para proporcionar fácil usabilidade está entre os motivos do retorno financeiro em torno de R$ 22 milhões em 2021, por ter resultado em uma maior atração de clientes

Nessa empreitada, o Fundo Raízes contou com a estrutura de Fintech as a Service (FaaS) da Grafeno.

 

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